Mostrando postagens com marcador Armandão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Armandão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

90 anos do Armandão






Meu pai fez 90 anos e este dia movimentou nossa família de uma forma fantástica, Ana Célia e eu fomos para Belém levando filhas genros e netos (10), Tito saiu de São Paulo com mais 13, Rio de Janeiro mandou 4, Minas Gerais 2, Curitiba 5, Campinas 2 e mais alguns que me escapam.
A festa foi programada para o buffet "Rufinos", em Belém, no sábado 22.08.2009, mas antes disto as programações foram intensas, alegres e barulhentas.
No dia 20 a turma reuniu na casa do Armandão e da Dalvinha , eram 30 pessoas em duas salas calorentas, como só sabem ser as salas da casa do papai, que riam se abraçavam, conversavam, trocavam informações sobre a vida de cada um, as crianças corriam se espalhavam nos sofás e os dois Armandão e Dalvinha sempre com um sorriso, recebendo abraços, carinhos e mimos de todos, Sônia(minha irmã), serviu sorvetes de cupuassu, bacuri, taperebá e tapioca acompanhados de biscoitinhos de castanha do Pará, foi um fecho divino para a noite de alegria.
Sônia foi a mola mestra dos festejos, ela organizou tudo que dizia respeito aos envolvimentos do aniversariante e da Dalvinha, com a família e amigos.
No dia seguinte fomos premiados com um passeio de barco, organizado pela Maria Alice que juntou 109 pessoas da família que conversavam, assistiam a um belíssimo espetáculo de danças típicas (carimbó), e apreciavam a paisagem da cidade de Belém, Mercado do Ver-o-Peso e o sol se pondo por trás da ilha das onças, inesquecível por todos os motivos, principalmente poque se soma a tudo isto o rever os primos, seus filhos e netos.
No sábado a festa, marcada para as 12:00 horas no salão do Rufino que diga-se é muito bonito, com móveis e peças antigas de rara beleza, cujos donos Rufino e Fátima ficam atentos a tudo que ocorre no salão não deixando que nada ocorra que possa empanar o brilho da festa.
O aniversariante chegou às 11:00 horas e a turma começou a chegar em seguida, foram mais de 150, que encheram as mesas de conversa e alto astral.
Nunca vi o Armandão e a Dalvinha com tanta disposição, receberam a todos com sorrisos, agradecimentos e cumprimentos, o pai estava alegre mesmo.
Ele fez questão de convidar toas as pessoas que se envolveram em sua vida, taxistas, secretárias, parentes, médicos, amigos de várias fases de sua vida o que aumentou o reconhecimento de todos à capacidade que ele e a Dalvinha tem de reconhecer aqueles aos quais estão ligados.
A família, que envolve os Hesketh, os Porto de Oliveira, os Martins, os Meira, os Folha e todos os agregados, fazia a movimentação e transitavam em volta dos dois como abelhas em volta das flores.
Eu deveria fazer uma oração de abertura só que a emoção foi tanta que falei um monte de coisas e a oração mesmo ficou para de noite, em agradecimento pelo dia fantástico, e apresentei a GIGI que nos brindou com histórias do Vovô Jones e da Vovó Leonor que nos fizeram rir e deram o tom da festa, em seguida o Tito fez uma apresentação sobre o aniversariante que comoveu a todos e em seguida assistimos um video de fotos da família, feito pelo Lucas com assessoria da Sônia,com destaque para o aniversariante, que nos levou ao passado e aos momentos de felicidade que todos vivemos.
Em seguida serviram o almoço que estava perfeito, carangueijo refogado, farofa, arroz paraense(no tucupi, com camarões e jambú), filé ao molho madeira e outras iguarias, a mesa de sobremesas era de babar, tinha um creme de cupuaçu que desmanchava na boca.
Às 15:30 mais ou menos Armandão e Dalvinha se retiraram e nós ficamos dançando e festejando aqueles dias maravilhosos em que a família se envolveu, unida pelo afeto ao Armando Hesketh, que posso chamar sem susto de patriarca da família, por tudo que fez por todos nós em algum momento de nossas existências.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Começando a Lembrar



COMEÇANDO A LEMBRAR


Estou começando a buscar na memória os fatos alegres e marcantes de minha vida.
Da família, enorme por sinal, que envolve os Hesketh, os Porto de Oliveira, os Martins, e os Meira, isto só para lembrar os de minha infância na terra de origem. Das brincadeiras, do carinho dos mais velhos, da importância que eles davam em manter os mais jovens afastados dos problemas familiares afim de que tivessem vida mais alegre e amena.
Minhas lembranças começam ainda muito pequeno 5 ou 6 anos DE IDADE em uma casa na Av. Braz de Aguiar, em Belém, onde morávamos vovô Jones, vovó Leonor, Armandão(meu pai), Dalvinha(minha mãe), tio Paulo, tia Maria Leonor(minha madrinha) e tio Tito.
O fogão era a lenha, o corredor muito longo e cheio de janelas para arejar a casa e manter frescor no ambiente de 33º de Belém, era simples mas passei bons momentos ali.
Tia Maria Leonor, quando ainda na casa, casou-se com o José Marcelino e teve a Maria do Carmo e a Maria Regina, primas muito queridas que vejo esporadicamente, sempre em um jantar, antes ou depois de uma peça de teatro.
Tio Paulo casou com tia Celina e, começando a carreira na Aeronáutica andou pelo Brasil e nesta idade me perco um pouco lembro dele já com 8 ou 9 anos morando primeiro nas casas do Parque da Aeronáutica depois na própria Base Aérea de Belém, e foi nesta casa, se a memória não tropeça, meu primo Paulinho tomou gasolina pensando que fosse guaraná; é que naquela época, para encerar o chão usava-se gasolina para tirar a cera antiga e poder passar a nova camada, minha tia Celina colocou-a em uma garrafa de guaraná e a esqueceu sobre a mesa da sala, não deu outra, Paulinho pegou a garrafa e deus uns dois bons goles antes de sentir tudo queimar e ser socorrido.
Tive bons momentos na casa de Tio Alfredo e Tia Albertina, um chalet todo de ferro no meio de um terreno, na Av. Generalíssimo Deodoro e que hoje está exposto no Bosque Rodrigues Alves.
Eles tinham um cachorrão chamado Rex e um dia, após muita insistência minha, meu pai deixou que desse minha primeira andada de ônibus, sozinho. Eu peguei um da linha Circular que dava a volta completa e me deixaria em casa só que, ao passar perto da casa de Tio Alfredo, como criança que era, desobedeci e saltei para brincar com meus primos, Albano e Alberto; tudo estava correndo muito bem até que resolvemos brincar de correr em volta da casa e o Rex, achando que eu estava perseguindo os meninos me deu uma bela dentada na bunda que foi logo tratada por tia Albertina, com mercúrio cromo e esparadrapo (band-aid nem pensar).
Ao retornar para casa ainda levei um estalo do Armandão pois estavam preocupados com minha demora e para piorar viram a marca de sangue nas minhas calças.
São muitas lembranças e muitas saudades.
Vou ver se consigo, aos poucos escrever sobre todos os que fazem parte de minha vida, mesmo os que já se foram pois deixaram em mim o alicerce que me sustenta até hoje.

Jones Hesketh Neto