domingo, 12 de dezembro de 2010

Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto...: Balanço geral

Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto...: Balanço geral
Adorei seu balanço 201o. E estou de "olho" naquele "queria ter ido a Brasília ver meus tios, mas não deu. Ano que vem vou sem falta".
Quem sabe Ge II não estará aqui tb!!. Li hj nos jornais que ele está cotado para chefão da PF.
Bjs
Ana Célia (não é o Jones é que entrei pelo e-mail dele)
PS fiz orações pela Irá.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Histórias de Filhos e Netos


Na festa junina do Iate Clube de Brasília, em 2009, Sheyla levou os gemeos Maria Eduarda e Marcello Augusto para a pescaria e ganharam um hamster, óbvio que vinha só o rato e para levá-lo para casa teve que comprar(do dono da pescaria) uma gaiola, ração, depósito de água, etc, uma grana.

O rato foi batisado de homem aranha e as crianças brincavam muito com ele até o dia em que fez cocô na mão do Marcello, daí para frente só a Maria Eduarda gosta do animalzinho.

Semana passada ele foi levado ao veterinario e a história que se segue foi contada pela Sheylinha para a Maria Cristina por e-mail, com cópia para a Ana Célia, eu gostei tanto que resolvi publicar.



"Lá em casa temos um rato chamado Homem Aranha. Marcello ganhou numa

pescaria...

O rato ficou doente outro dia. Saiu uma bundinha da bunda dele! (é isso

mesmo que vc acabou de ler...). Era domingo à noite, eu achei que ele

estava sofrendo muito e Guto foi para a Internet procurar um veterinário de

rato. Achamos um que me cobraria 220 reais para ver o rato no domingo

mesmo. Perguntei se era muito arriscado esperar o dia seguinte (a consulta

de segunda à sexta é 90!). O médico topou. Levei o Homem Aranha. Olha a

conversa:

Veterinário: Bom dia, vamos preencher a ficha do paciente?

Eu: (rsss abafados). Sim, vamos.

Vet: Nome?

Eu: Homem Aranha

Vet: Que lindo!

Eu: Rssss mais altos. Acho que o sr. nasceu para ser veterinário!

Vet: Qto tempo ele tem?

Eu: sei lá. Ele chegou lá em casa em junho...

Vet: qual o problema?

Eu: nem sei como lhe explicar isso...mas tem uma bunda saindo da bunda

dele...

Vet: ãhhhhh?

Eu: é isso mesmo. Do bumbum dele, saiu uma bunda cor-de-rosa.

Vet: Peluda ou lisa?

Eu: Rsss Sei lá. Acho que é lisa...

Vet: E as orelhas dele?

Eu: Ué, ele tem duas! Rsss

Vet: Elas estão normais?

Eu: sei lá dr. Acho que sim. Elas estão aí! Rsss

Vet: E o nariz? A sra. percebeu alguma coriza?

Eu: o sr tá brincando né?! Não sei nem onde fica o nariz do rato...Rsss

Vet: Então vamos examiná-lo...

Levaram o rato para a sala de consulta. Pesaram ele, tiraram a temperatura,

o rato ficou agoniado. Até que o médico puxou o bumbum dele e aquele

negócio saiu de novo! Eu gritei: é isso mesmo que saiu de dentro dele! É o

intestino?

Vet: Não, ele está com inflamação nos testículos!

Eu: O que? Saco inflamado? Isso existe?

Vet: sim. é muito comum. Além disso, ele está obeso. Deve estar comendo

muita semente de girassol. Vamos ter que adequar a alimentação. A casa dele

é muito pequena e vamos ter que trocar. Além disso, ele tem que tomar

anti-inflamatório por 5 dias.

Resultado:

Consulta do rato: 90,00

Triplex do rato: 100,00

Comida nova do rato: 40,00

Ter um rato sem saco inflamado: não tem preço! Rsss

Desisto de bicho. Acho que as crianças nunca terão um gato ou cachorro lá

em casa!!

Perguntei em outro e-mail como era o triplex e abaixo a resposta:

O triplex é assim: um subsolo onde fica a palha. Sobe uma escada e chega no

primeiro andar que tem uma rodinha verde. Sobe outra escada que tem uma

roda azul e uma casinha com portinha e telhado. A diversão dele é trazer a

palha lá do subsolo até a casinha. Aí, ele entra e fecha a entrada da casa

com toda a palha. O rato desaparece...ninguém sabe se tá vivo ou morto. Ele

passa o dia todo lá, enfurnado na casa e passa a madrugada rodando. É bem

barulhentinho.

O Marcello nem dá bola para o rato de 1 milhão de dólares...quem gosta

mesmo dele é Duda. Carrega o coitado pra cima e para baixo. Põe dentro da

casa da Barbie, põe chapéu nele. Carrega com tanta força que o rato fica

com cinturinnha de pilão! Coitado, não é à toa que teve inflamação no saco!

Rsss "

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Monica e Pedrão de Curitiba dois corações belíssimos


Querida Sônia,

O grande prazer foi nosso.

Assino em baixo de tudo que já foi dito. Você é uma filha que gostariamos de merecer... O tempo aí foi curtissimo para poder curtir tudo que desejavamos, mas VALEU MUITO cada momento!

Obrigada a voces, especialmente a você, por ter nos proporcionado esta oportunidade impar. Encontrar tantas pessoas queridas e conhecer tantas outras - poder se orgulhar por fazer parte de uma família maravilhosa. Admiro cada vez mais a familia Porto de Oliveira Hesketh - de dogmans retos e pragmaticos. É maravilhoso poder participar desta familia que realmente acolhe, valoriza e ama o ser.

Estou com inveja da Luli, eu não pude aproveitar nem um pouquinho a sabedoria e classe da tia Dalva, coisas que realmente marcam, pois das poucas vezes que a encontrei e conversamos, é como me lembro dela - a sua imagem é perfeitamente descrita pela Luli.

O Pedro conversou bastante com o tio Armando e voltou encantado com a lucidez e o bom papo. Um pouco triste pela distância, que desejamos diminuir - virtualmente, e sempre que possível pessoalmente.

A cidade é linda!!! Tudo bem, fui turista... (não posso falar de viver aí)

Juntando tudo: foi um dos grandes momentos da vida - aqueles que servem de alimento para alma e nos tornam pessoas felizes!

Obrigada por tudo isso e por vc ser tão especial e dividir conosco.

Bjs!

Mônica

Ana Célia para Luli


Luli,
adorei suas palavras, tão carinhosas com todos nós e mais ainda, pelo carinho com a Dalvinha.
Estou remetendo cópia para a minha turma para eles conhecerem um pouco de voce.
BJS
Ana Célia

Da Luli, outra sobrinha muito querida


Sonia querida,

Não tenho palavras para expressar a minha emoção nesses quatro dias em Belém. Tentei traduzir um pouco ao meu sogro, mas vou poupá-la de muitas linhas, todas emocionadas.

Eu é que tenho de agradecer demais! Tudo foi muito especial -- para mim, para os meus filhos e para o Marcos (que, aliás, merece muitos puxões de orelha por não ter me levado para Belém antes!).

Eu me alimentei do astral da festa e voltei para o meu canto renovada. Fiquei emocionada com a viagem no tempo das fotos e amei conhecer histórias e personagens da nossa família. Adorei a cidade e, claro, a comida -- mas o principal tempero de tudo foi o carinho que recebi.

Foi bom demais ter ficado esses dias, ainda que por poucos momentos, com tanta gente querida, de tantos lugares diferentes. E, depois de tanto tempo, ter reencontrado você, Jones, Ana Célia, Cristine, as meninas dela, Claudia, seus filhos (que eu vi pequeninos no meu casamento) e Armandinho com toda aquela alegria. Aliás, o Arthur está se sentindo próximo do Armandinho como se o tivesse conhecido a vida inteira!!!

E claro: adorei ter conhecido o famoso tio Armando. Que figura é o seu pai! Agora entendo a fascinação de todos daqui. Mas, confesso, meu coração foi especialmente tocado pela tia Dalva ou Dalvinha, como ela me pediu para chamá-la. Se eu pudesse, passaria toda semana, pra não dizer todo dia, aí na sua casa, só pra ganhar aquele dengo que ela me deu discretamente, sentadinha em sua cadeira. Conversa boa, cabeça ótima e uma classe de rainha. Em minutos de convivência, Dalvinha se tornou uma de minhas tias prediletas (calma, tia Celina, a sra. também está na minha lista das mais-mais!). Mande muitos beijos para tia Dalva e diga que -- perdão! -- o sacana do Armandinho não me entregou a maniçoba congelada. Até o último instante eu tive a esperança de que ele aparecesse para entregar a minha porção e saí de Belém salivando. Aqui, ninguém faz maniçoba,não! Muito menos a receita especial que ela me descreveu -- algo, aliás, que ainda não provei, só comi maniçoba de restaurante, coitada de mim... Mais um motivo para eu voltar, né?

Um beijo muito carinhoso,

Luli

Da carinhosa Nanda, fã de carteirinha do Armandão


Querida Sonia
De minha parte, foi um dos momentos mais especiais de minha vida.
Muita emoção, muita.
Você é uma filha maravilhosa.
E meu tio, muito amado por mim.
Beijos
Nanda

Resposta de Tito e Rita


Sônia querida.

Nós é que nos sentimos privilegiadíssimos e felizes de podermos estar aí com todos vocês, em volta do Armando. Ninguém mais do que ele merecia essa homenagem.

Obrigado a vocês, pela carinhosa hospitalidade!

Beijos.

Rita e Tito

Agradecimento da Sônia


Queridos,
Obrigada é muito pouco diante da felicidade que vcs propiciaram a todos nós e especialmente
ao papai...Sair de suas Cidades, largar suas ocupações, fazer despesas, aguentar esse calor maluco, só pode ser produto de um amor muito grande ao Armandão ...quando penso em todos os momentos que passamos juntos, ainda me emociono muito..
Foram dias corridos, exaustivos, mas repletos de muito amor, alegria e felicidade...o amor entre os membros de nossa família estava presente em cada abraço, cada riso, cada palavra e cada lágrima derramada.....
Eu me orgulho muito de fazer parte dessa família maravilhosa....
Por favor não esqueçam de mandar as fotos, eu não registrei nada...
Bjs
Sonia

90 anos do Armandão






Meu pai fez 90 anos e este dia movimentou nossa família de uma forma fantástica, Ana Célia e eu fomos para Belém levando filhas genros e netos (10), Tito saiu de São Paulo com mais 13, Rio de Janeiro mandou 4, Minas Gerais 2, Curitiba 5, Campinas 2 e mais alguns que me escapam.
A festa foi programada para o buffet "Rufinos", em Belém, no sábado 22.08.2009, mas antes disto as programações foram intensas, alegres e barulhentas.
No dia 20 a turma reuniu na casa do Armandão e da Dalvinha , eram 30 pessoas em duas salas calorentas, como só sabem ser as salas da casa do papai, que riam se abraçavam, conversavam, trocavam informações sobre a vida de cada um, as crianças corriam se espalhavam nos sofás e os dois Armandão e Dalvinha sempre com um sorriso, recebendo abraços, carinhos e mimos de todos, Sônia(minha irmã), serviu sorvetes de cupuassu, bacuri, taperebá e tapioca acompanhados de biscoitinhos de castanha do Pará, foi um fecho divino para a noite de alegria.
Sônia foi a mola mestra dos festejos, ela organizou tudo que dizia respeito aos envolvimentos do aniversariante e da Dalvinha, com a família e amigos.
No dia seguinte fomos premiados com um passeio de barco, organizado pela Maria Alice que juntou 109 pessoas da família que conversavam, assistiam a um belíssimo espetáculo de danças típicas (carimbó), e apreciavam a paisagem da cidade de Belém, Mercado do Ver-o-Peso e o sol se pondo por trás da ilha das onças, inesquecível por todos os motivos, principalmente poque se soma a tudo isto o rever os primos, seus filhos e netos.
No sábado a festa, marcada para as 12:00 horas no salão do Rufino que diga-se é muito bonito, com móveis e peças antigas de rara beleza, cujos donos Rufino e Fátima ficam atentos a tudo que ocorre no salão não deixando que nada ocorra que possa empanar o brilho da festa.
O aniversariante chegou às 11:00 horas e a turma começou a chegar em seguida, foram mais de 150, que encheram as mesas de conversa e alto astral.
Nunca vi o Armandão e a Dalvinha com tanta disposição, receberam a todos com sorrisos, agradecimentos e cumprimentos, o pai estava alegre mesmo.
Ele fez questão de convidar toas as pessoas que se envolveram em sua vida, taxistas, secretárias, parentes, médicos, amigos de várias fases de sua vida o que aumentou o reconhecimento de todos à capacidade que ele e a Dalvinha tem de reconhecer aqueles aos quais estão ligados.
A família, que envolve os Hesketh, os Porto de Oliveira, os Martins, os Meira, os Folha e todos os agregados, fazia a movimentação e transitavam em volta dos dois como abelhas em volta das flores.
Eu deveria fazer uma oração de abertura só que a emoção foi tanta que falei um monte de coisas e a oração mesmo ficou para de noite, em agradecimento pelo dia fantástico, e apresentei a GIGI que nos brindou com histórias do Vovô Jones e da Vovó Leonor que nos fizeram rir e deram o tom da festa, em seguida o Tito fez uma apresentação sobre o aniversariante que comoveu a todos e em seguida assistimos um video de fotos da família, feito pelo Lucas com assessoria da Sônia,com destaque para o aniversariante, que nos levou ao passado e aos momentos de felicidade que todos vivemos.
Em seguida serviram o almoço que estava perfeito, carangueijo refogado, farofa, arroz paraense(no tucupi, com camarões e jambú), filé ao molho madeira e outras iguarias, a mesa de sobremesas era de babar, tinha um creme de cupuaçu que desmanchava na boca.
Às 15:30 mais ou menos Armandão e Dalvinha se retiraram e nós ficamos dançando e festejando aqueles dias maravilhosos em que a família se envolveu, unida pelo afeto ao Armando Hesketh, que posso chamar sem susto de patriarca da família, por tudo que fez por todos nós em algum momento de nossas existências.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Irmão

Armandinho,

Irmão mais novo, senhor músico, tem composições de todos os tipos e trilhas sonoras para teatro.

Uma das canções mais expressivas que compôs e que foi gravada pelo quinteto violado chama-se "Amazônia" que vale à pena ser ouvida, com introdução e tudo, é um grito pela floresta.

Uma das trilhas mais gostosas que ele criou foi para a peça "Ver de ver-o-pêso", músicas alegres que cantam todas as peculiaridades da mais famosa feira de Belém do Pará.

Entrem no link abaixo e ouçam.



http://www.youtube.com/watch?v=2yPZQl2pzqs

domingo, 7 de junho de 2009

Vovô Jones e Vovó Leonor


Vovó Leonor e vovô Jones

Primeira lembrança dessa dupla maravilhosa vem de uma casa simples e antiga na Av. Braz de Aguiar, repleta de gente e administrada pela vovó Leonor que fazia milagres para render a comida e os pães.
Nós éramos acarinhados por esta alma iluminada que cercada de problemas não os deixava transparecer para nós, os pequenos.
Isto era o comportamento da época na nossa imensa família, a união e a ajuda entre os núcleos familiares se sobrepunha a qualquer intempérie.
Várias vezes fomos acolhidos, de mala e cuia, na casa de Tio Tonico, para passar as más fases e estas atitudes criaram em nós o respeito pelos mais velhos, o amor incondicional a todos eles e a sensação latente de amparo constante e imediato para toda nossa vida; acho que até hoje seus espíritos, incansáveis, ainda velam por todos nós e, com certeza estarão nos esperando quando atravessarmos a porta da vida e da morte, por nosso turno.
Contavam que algumas empregadas da casa dos pais da vó Leonor, ao passarem por ela a reverenciavam dizendo que era a personificação de um dos espíritos benfazejos que velavam por todos.
O pensamento flui com tanta intensidade que meus dedos não acompanham para escrever e, se o fizesse, para cada um dos membros da família haveriam capítulos e mais capítulos.
Vovó Leonor para nós, tia Leo para os sobrinhos, sempre estava pronta para nos receber, abraçar e cuidar, se lágrimas derramou, nunca foi em nossa frente, na doença e no sofrimento do vô Jones, se em algum momento se debilitou, o fez na presença de seus anjos e santos, nunca na nossa.
Por isto a sensação de controle e harmonia que nos passava.
O vô nos deixou bem antes e ela começou uma maratona anual de dar inveja, tinha um filho em Curitiba, um em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e nós em Belém, resultado 3 meses com cada um e sempre se adaptando às rotinas de cada casa, basta dizer que meu pai tem o hábito de almoçar antes das 11:00 hs.
Quando fez 90 anos o Tito e a Ritinha organizaram uma festa maravilhosa que reuniu toda a família em São Paulo, teve missa, neto engasgando e chorando ao homenagea-la, (eu, o mais velho, fui o que mais chorou), às 4:00 hs da manhã ela se despediu dizendo que ia dormir e qual não foi nossa surpresa quando uns 30 ou 40 minutos depois voltou, banho tomada, alegre, sem um pingo de cansaço, dizendo que queria continuar na farra conosco e, só pelas 6 ou 7 horas da manhã, quando um dos tios foi ao segundo andar descobriu, que todas as crianças estavam espalhadas pelas camas, inclusive a dela e, para não incomodar ninguém, espantou o sono com um banho e voltou à cantoria, haja preparo físico.
Dizem que a pior dor é perder um filho e a vó ainda passou por esta já ao 97 anos, o tio Paulo foi se encontrar com o vô Jones.
No enterro ela permaneceu ao lado da Tia Celina e dos netos até a hora do sepultamento, abraçava um, beijava outro, acalentava um terceiro, dava a mão para tia Celina servindo de suporte para todo o grupo que lamentava a perda. Quando terminou pediu para voltar ao Rio de Janeiro e, alguns meses depois precisou ser hospitalizada para exames, e daí não se recuperou mais, partiu tranqüila, com a certeza da missão cumprida foi abraçar pessoalmente seu anjo da guarda, seus santos e os que a precederam.
Sinto saudades da vovó Leonor.

E aí família??


Qualquer vida tem fatos e lembranças que dariam para encher uma biblioteca, cada minuto vivído é um capítulo indelével, forte, que marca nossa estrutura física e espiritual, marcas que levaremos conosco para a eternidade.
As alegrias, as tristezas, os amigos, os membros da família, os percalços, as vitórias, das pequenas às grandes realizações, cada um de nós tem as suas.
A internet me propicia, hoje, um aglomerado de lembranças adormecidas que me alegram e às vezes me elevam de tal forma que sinto, realmente ser capaz de me ligar a Deus.
Fotos antigas de familiares e amigos, encontros de colegas de escola, abrem os arquivos da memória e me fazem sentir o quanto sou rico, o quanto sou feliz, o quanto produzi, o quanto acumulei.
O produzir é a criação, a evolução de cada filha, de cada neto, é vê-los crescer, aprender e na ânsia de ajudá-los tentar dar exemplos e às vezes, bote às vezes nisto, dar algum conselho, eu vejo isto, eu sinto isto e estes sentimentos me completam.
As rotas que cada um traça são únicas e nossos pequenos vão se distanciando, fazendo suas vidas e, para nós fica a companhia dos amigos e a força das lembranças.
Estou divagando um bocado mas, paciência, é assim que me sinto hoje e voces que leram o que escrevi são parte de tudo que sinto e sou.
Só vale.

sábado, 18 de abril de 2009

Quando a Neta te envolve

A turma da Paulinha fez sua despedida da escola, haviam cumprido mais uma etapa de aprendizado, na festa programada o avô coruja foi intimado a dançar Salsa colombiana com ela, até que nos saímos bem, com um pequeno susto por ter caído a saia dela. Não sei se foi programado. Acho que não. hehehe

NETOS NO JORNAL



É sempre gratificante ver notícias que mostrem aqueles que amamos, e se estão felizes ainda é maior a nossa alegria por isto a vontade de partilhar com os amigos.
Dia 17 os gêmeos Maria Eduarda e Marcello Augusto foram passear com o pai, na feira agro-pecuária e acabaram fotografados pelo Jornal de Brasília. Aí estão.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Paciência, amigo, parente, filhos, e netos

Faz algum tempo que não escrevo, acho que o passar deste tempo me fez ficar preguiçoso e meio sem vontade, só que os sentimentos fluem constantemente em mim e, hoje, revendo fotos antigas comecei a reviver os amores que se foram, os amores que chegaram, os amores que nos sustentam.
A melancolia toma conta e se mistura à tristeza, à saudade, à alegria como um caldeirão sendo mexido, misturando-se tudo no caldo da vida.
Dizer que são muitos anos não acho, dizer que passaram rápido também não acho, dizer que foram vividos sim, tenho certeza, os erros e os acertos se somaram e fizeram de mim o que sou hoje, ainda precisando ser burilado pela vida mas com muito mais paciência para entender a família como um todo e como pequenas individualidades, principalmente nos mais próximos, esposa, filhos, netos, genros.
E os amigos, quanta saudade até mesmo daqueles que não consigo mais ter a imagem na memória, acho que por isto os sinto mais, imagens diluídas que são parte de mim, do meu todo mas não consigo ver, não consigo mensurar, é como se estivessem já agregados em meu eu, não havendo mais a necessidade de permanecerem focados, são os tijolos que me construíram que a argamassa da vida cobriu.
Os que permanecem aparecendo na memória sãos os que ainda me ajudam a completar a vida.
Interessante o poder que a imagem tem em nos proporcionar estes sentimentos, vi fotos de toda a família, senti saudades de todos os que se foram , mas que estão abrindo nossos caminhos em espírito e amor, vi fotos de festas, de viagens, de nascimentos, quase pude lembrar conversas e cantos e músicas, o som como um a coisa viva entrava em meu cérebro e cada soluço, e cada riso me diziam - "tua vida é farta" – " tua vida é rica" – "tua vida é plena".
Este desabafo é uma projeção do amor que sinto por vocês, que estão presentes na minha vida.

Beijos e abraços

Jones

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Viagem


Outro dia saímos para passear e o caminho escolhido foi a Itália e de quebra, como sempre tive medo de andar de navio, por insistência de Ana Célia acabei concordando em esticar para um cruzeiro pelas ilhas gregas, incluindo-se Istambul e Kusadasi.
Saímos de Brasília pela TAP, aviões aparentemente novos, mas apertados para voos de mais de 13 horas, a gente chega ao destino sentindo falta de um monte de pedaços mas o esforço vale à pena, a sensação que se tem, de chegar em um lugar onde a história é viva e está em todos os lugares, é indescritível e fascinante.
Eu estava com os nervos a flor da pele pois boa parte do que programamos havia sido feita através da internet, trasnfer, reservas, aluguel de carro e eu, pensava: se naõ der certo! - deu. tudo funcionou como um relógio.
Brasília - Lisboa - Roma e aí estava o motorista do transfer, plaquinha na mão, meu nome escrito nela, foi um alivio. Nos levou ao hotel Mercure Roma Piazza Bologna, local tranquilo, perto de uma estação do metro, acomodações pequenas mas arrumadas, pessoal simpático e atencioso, muito bom.
Entramos no hotel, banho tomado e.. rua, começamos nossos 3 dias e meio na cidade eterna, tomamos o metro, e fomos em direção a Trastevere, só tempo para caminhar, tirar algumas fotos e achar um restaurante muito bonito em um pequeno espaço no Trastevere, nossa estadia em Roma começou com o pé direito, boa comida, bom vinho e boa companhia dos amigos que viajaram conosco.
Eunice e Paulinho, amigos e companheiros de muitas viagens fantásticas.

domingo, 10 de agosto de 2008

Dia dos Pais






Hoje é dia dos pais, recebi abraços, beijos, presentes e felicitações, gostei e como gostei.
O genro preparou o churrasco e junto com os outros pais da família, festejei, comi carne, bebi vinho, abracei as netas e o neto, enfim foi um belo domingo.
Voltei para casa, e depois de tantos comes e bebes é óbvio que a cama foi o meu destino para um pequeno descanso.
Agora, depois de levantar, ligar o computador, preparar massa para fazer pão para o lanche e começar a voltar à realidade deixei o pensamento flutuar e lembrei dos meus antecessores, meu avô JONES e meu pai ARMANDO, este ainda conosco na pujança mental de seus 88 anos.
Do avô as lembranças de cumplicidade nas bobagens que eu aprontava, embora problemas muito profundos o envolvessem e que só me foram dados a entender depois de muito tempo de vida. Era um avô na acepção da palavra, colo amigo, bolsos repletos de balas de leite ou chocolate comprados na PALMEIRA, em Belém do Pará,, que ele distribuía as mancheias.
No fim da tarde, a cadeira de balanço na porta da casa da Rua João Balbi, onde ele sentava acompanhado da vovó LEONOR, e da Dinda LEO para nos ver brincar e colocar a conversa em dia com os vizinhos. São estas as memórias que ficam de um avô, de sua bengala, de sua surdez e de seu carinho conosco.
Se maus tempos houveram há muito foram esquecidos, pois sua herança de vida determinou o caminho de todos que estavam sob sua responsabilidade.
Aí entra o meu pai, ARMANDO, Dr. ARMANDO, ARMANDÃO, austero, batalhador, estudioso, competente e sempre pronto para nos proteger, mesmo quando errávamos muito. Seus braços nos cercavam através dos braços da DALVINHA e em todos os momentos tínhamos a certeza que o amor materno vinha envolvido pela segurança da força paterna.
Hoje é dia dos pais, eu liguei para ele, conversamos e muito alegre me contou que havia mandado buscar queijos e frios na cervejaria para almoçar festivamente acompanhado de minha irmã Sônia (que foi encarregada de ir buscar o almoço) e de minha mãe que também estava muito faladoira.
Hoje é dia dos pais e eu estou pensando no meu pai, em tudo que me mostrou com seus exemplos, em tudo que não fiz par segui-los, é o mal dos filhos, achamos que os pais sempre exageram e hoje sinto em minhas filhas e em meus netos o que meu pai, com certeza. sentia em mim, quando não o ouvia.
Hoje é dia dos pais na realidade todos os dias são dia dos pais, das mães, dos avós, dos tios, dos irmãos, DA FAMÌLIA.
Hoje é dia dos pais e o repetir a frase aumenta a sensação de agradecimento, de carinho, de respeito e de amor, esta é a parte que adoça meu coração e me transporta para DEUS, pai de todos os pais, porque meu pai é, para mim, a substância divina, o eco da oração que não se perde jamais, a essência de tudo de bom que tenho dentro do meu ser.
Obrigado pai por ter me dado vida, aconchego, paz e bem estar.
Te amo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sheyla






Sheyla

Era branca que víamos os vasos sanguíneos, azuis, desenhados sob sua pele.
Outra flor chegava ao nosso jardim.
Buscar na memória nossas histórias de vida é árduo trabalho que ao se desenvolver fica prazeroso pela forma com que vemos o tempo que passou e como conseguimos construir vidas ao longo dele.
Mudamos de nossa cidade natal e Sheyla tinha pouco mais de um ano, foram dois dias de estrada com brincadeiras e arrumações para que tudo corresse bem até chegarmos ao nosso destino.
Na nova morada, cercados por amigos não foi difícil a adaptação e Sheylinha logo ficou famosa por sua irreverência e pelas frias em que nos metia, e não adiantavam as recomendações, bastava alguém dizer alguma coisa e ela nos colocava em “papos de aranha”.
Somada à irreverência ainda tinha o nariz em pé ficando zangada por qualquer coisinha que não fosse de seu agrado, nossa salvação estava na Conceição, o anjo da guarda dela que a cuidava e paparicava sendo muito querida e, quando nos deixou para se casar, Sheylinha foi convidada para levar as alianças, responsabilidade que assumiu totalmente não fosse, durante a cerimônia, o cansaço que a fez sentar no colo da noiva quando o padre fazia sua preleção.
Ela adora festas, até hoje, e um belo dia para entrar em uma reunião que havia na casa de nossos vizinhos pegou um colar da mãe, embrulhou e levou como presente para a aniversariante que percebendo a arte, esperou Ana Célia chegar e devolveu a peça confirmando que era artimanha de Sheyla para se empanturrar de doces.
De outra feita estávamos em casa quando resolvi acender a churrasqueira, Ana Célia estava cansada e me disse que não o fizesse pois logo teríamos os amigos em volta e ela não estava disposta a preparar complementos e outros quetais para atender a demanda. Eu disse que não se preocupasse pois manteria a porta da garagem fechada o que não adiantou muito pois logo começaram a chegar os amigos, Reinaldo, Ruy, Afonso e foi quando ele chegou que ela estava na garagem, não deu outra, abriu a boca e soltou “bem que a mamãe falou que a casa ia encher de gente”.
Participou dos "Colibris", grupo de patinadores da AABB de Brasília, fez curso para manequim e fez amigas, um grupo que até hoje se reúne e que é muito unido, até os filhos são quase da mesma idade.
Escrever sobre filhas é complicado porque o assunto é muito grande o que resultaria em livro de vários capítulos e não é esta a intenção. Lembrar para saudar, para agradecer, para fazê-las sentir a importância que cada uma tem em nossas vidas.
Sheylinha nos presenteou um casal de netos (gêmeos), que enfeitam, este termo é mal colocado, o certo seria, bagunçam, a casa dela e nossa de uma forma tão rápida e dinâmica que só se consegue por ordem quando se vão e aí, copiando de alguma leitura, “fica uma saudade cansada”.
São adoráveis. Obrigado filha.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Christine





Foi a primeira das nossas flores, ainda éramos despreparados e o Chefe nos colocou nos braços uma criança linda, rechonchuda e muito querida.
Pesava em nós a tenra idade e a grande responsabilidade mais expandia-se o amor.
É filha! Às vezes pisamos na bola sem sentir, sem querer mesmo, e estes escorregões marcam nossas vidas pela eternidade, e você nos ajudou muito nas levantadas, sua alegria e a facilidade com que aprendia nos fazia ver o mundo sob outro prisma.
Às vezes é difícil escrever sobre estas épocas onde grandes terremotos sacudiram a estrutura da família e, graças ao alicerce mais forte que tínhamos (Ana Célia), nos levantávamos e partíamos para outra etapa.
Lembra o trabalho que você deu porque não queria ficar sozinha na escola?
Lembra quando começou no Moderno?
Os desfiles no dia da raça, as festas espetaculares que a escola promovia anualmente.
Todos estes momentos estão gravados em minha memória, são tantos que talvez eu erre na cronologia mas não erro na sensação de paz que, ao revolvê-las do fundo do arquivo, me trazem.
As festas que íamos, você sempre gostou de dançar, puxou à mãe pelo gosto e a mim pelos exageros das performances.
Depois mudamos de cidade, de amigos, de escolas e aprendemos novas maneiras de encarar a vida e a família.
Você gostava de cantar, lembra que fazia parte do coral?
Um dia eu estava ouvindo música e você chegou com uma colega, sentaram atrás de mim e eu coloquei um disco antigo do Agostinho dos Santos onde havia a interpretação de “Balada do Homem se Deus”, quando me dei conta, ao olhar para trás, as duas estavam com lágrimas nos olhos, lembra?
Essa é a minha Chris, sensibilidade a toda prova, amor incondicional e tão espaçoso que quer abraçar a todos em sua volta e, como não consegue, se desespera.
Calma filha, a caminhada é longa, tortuosa, às vezes escura e pedregosa mas são estas curvas, estas pedras e principalmente a distância que nos trazem a paciência, a perseverança e a força que precisamos para chegar ao fim do caminho.

Caminhar
Horas e horas a fio
Rodopiando imagens,
Interagindo ações.
O pensamento é:
Turbilhão que desagrega,
Interfere e desestrutura
Na ânsia desesperada
E incansável de amar

Jones

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Começando a Lembrar



COMEÇANDO A LEMBRAR


Estou começando a buscar na memória os fatos alegres e marcantes de minha vida.
Da família, enorme por sinal, que envolve os Hesketh, os Porto de Oliveira, os Martins, e os Meira, isto só para lembrar os de minha infância na terra de origem. Das brincadeiras, do carinho dos mais velhos, da importância que eles davam em manter os mais jovens afastados dos problemas familiares afim de que tivessem vida mais alegre e amena.
Minhas lembranças começam ainda muito pequeno 5 ou 6 anos DE IDADE em uma casa na Av. Braz de Aguiar, em Belém, onde morávamos vovô Jones, vovó Leonor, Armandão(meu pai), Dalvinha(minha mãe), tio Paulo, tia Maria Leonor(minha madrinha) e tio Tito.
O fogão era a lenha, o corredor muito longo e cheio de janelas para arejar a casa e manter frescor no ambiente de 33º de Belém, era simples mas passei bons momentos ali.
Tia Maria Leonor, quando ainda na casa, casou-se com o José Marcelino e teve a Maria do Carmo e a Maria Regina, primas muito queridas que vejo esporadicamente, sempre em um jantar, antes ou depois de uma peça de teatro.
Tio Paulo casou com tia Celina e, começando a carreira na Aeronáutica andou pelo Brasil e nesta idade me perco um pouco lembro dele já com 8 ou 9 anos morando primeiro nas casas do Parque da Aeronáutica depois na própria Base Aérea de Belém, e foi nesta casa, se a memória não tropeça, meu primo Paulinho tomou gasolina pensando que fosse guaraná; é que naquela época, para encerar o chão usava-se gasolina para tirar a cera antiga e poder passar a nova camada, minha tia Celina colocou-a em uma garrafa de guaraná e a esqueceu sobre a mesa da sala, não deu outra, Paulinho pegou a garrafa e deus uns dois bons goles antes de sentir tudo queimar e ser socorrido.
Tive bons momentos na casa de Tio Alfredo e Tia Albertina, um chalet todo de ferro no meio de um terreno, na Av. Generalíssimo Deodoro e que hoje está exposto no Bosque Rodrigues Alves.
Eles tinham um cachorrão chamado Rex e um dia, após muita insistência minha, meu pai deixou que desse minha primeira andada de ônibus, sozinho. Eu peguei um da linha Circular que dava a volta completa e me deixaria em casa só que, ao passar perto da casa de Tio Alfredo, como criança que era, desobedeci e saltei para brincar com meus primos, Albano e Alberto; tudo estava correndo muito bem até que resolvemos brincar de correr em volta da casa e o Rex, achando que eu estava perseguindo os meninos me deu uma bela dentada na bunda que foi logo tratada por tia Albertina, com mercúrio cromo e esparadrapo (band-aid nem pensar).
Ao retornar para casa ainda levei um estalo do Armandão pois estavam preocupados com minha demora e para piorar viram a marca de sangue nas minhas calças.
São muitas lembranças e muitas saudades.
Vou ver se consigo, aos poucos escrever sobre todos os que fazem parte de minha vida, mesmo os que já se foram pois deixaram em mim o alicerce que me sustenta até hoje.

Jones Hesketh Neto